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Ambulatório LGBTQIA+ do HUB inicia tratamento fonoaudiológico para pacientes trans

Por Redação 23/04/2026 às 09h11 • Atualizado em 23/04/2026 às 13h24
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Os atendimentos acontecem todas as sextas-feiras, mediante agendamento prévio
O Sistema Único de Saúde (SUS) dá mais um passo importante em prol à atenção integral à saúde da população transgênero no Distrito Federal e entorno. Isso porque o Ambulatório LGBTQIA+ do Hospital Universitário de Brasília (HUB-UnB/HU Brasil) está ofertando atendimento fonoaudiológico com o intuito de trabalhar questões como voz (tipicamente, frequência e ressonância), articulação e expressividade, focando na individualidade de cada paciente.
Os atendimentos terapêuticos começaram no dia 17 de abril e estão sendo realizados todas as sextas-feiras à tarde, mediante agendamento prévio, por alunos do curso de Fonoaudiologia da Universidade de Brasília (UnB), como parte do estágio curricular obrigatório.
O acesso pode ser feito através de encaminhamentos de serviços da rede de saúde do SUS ou centros de especialidades; e por meio de procura direta ao Ambulatório de Voz e Comunicação LGBTQIA+, que fica localizado no subsolo da Unidade da Criança e do Adolescente (UCA) do HUB.
“É bastante importante lembrar que a parte da Fonoaudiologia no Ambulatório LGBTQIA+, está sendo chamada de Ambulatório de Comunicação porque o intuito não é somente trabalhar a voz, mas também como se comunicar, a postura  e o timbre da voz, por exemplo”, frisa Guilherme Veiga, psiquiatra do HUB e coordenador do Laboratório LGBTQIA+.
O processo será integralmente supervisionado por Eduardo Magalhães e Vanessa Reis, professores do curso de Fonoaudiologia da UnB, além do fonoaudiólogo Yago Bonfim, que também é doutorando do Programa de Pós-Graduação em Ciências Médicas da UnB.
De mãos dadas com a ciência
“A prática é fundamentada em protocolos científicos e inclui avaliação perceptivoauditiva, medidas aerodinâmicas e instrumentos de autoavaliação, sempre articulando teoria e prática clínica”, explica Eduardo Magalhães.
Os serviços serão realizados através de protocolos clínicos que integram o ensino, assistência e pesquisa.  Nesse sentido, uma parte dos atendimentos está relacionada a pesquisa de doutorado desenvolvida por Yago Bonfim. “A pesquisa investiga a eficácia de um protocolo de harmonização vocal e comunicação voltado para mulheres trans e travestis, considerando também aspectos comunicativos e de autoexpressão.”, explica o pesquisador.
O trabalho é orientado pelos professores Vanessa Reis e Eduardo Magalhães, e conta com a colaboração das fonoaudiólogas Dianete do Valle, Alline Brasil e Miriam Soares, além do professor Rodrigo Dornellas, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
“Cada processo é guiado pela autoavaliação e pelos objetivos do/a próprio/a participante, respeitando seus desejos e necessidades. Além disso, também são acolhidas outras demandas fonoaudiológicas que possam impactar o bem-estar comunicativo”, destaca Eduardo Magalhães, docente do curso de Fonoaudiologia na UnB, onde também é supervisor e preceptor de estágio.
“O fato desse serviço ser em um hospital universitário muda a configuração do serviço.? Porque nós temos que estar alinhados, como sempre estivemos, com os ideais da universidade: atenção, pesquisa, ensino.”, comenta Guilherme Veiga. “Então, a atenção é feita com bastante maestria, não só pelo corpo clínico que compõe o ambulatório LGBTQIA+, mas pelos docentes que também fazem o atendimento, como é o caso dos docentes de Fonoaudiologia”, conclui.
Rede HU Brasil
O HUB-UnB faz parte da Rede HU Brasil desde janeiro de 2013. A estatal foi criada por meio da Lei nº 12.550/2011, vinculada ao Ministério da Educação (MEC) e nasceu tendo como nome oficial Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares – Ebserh. Em 2026, em um reposicionamento junto à sociedade, ao mercado e instituições parceiras, passou a ter um novo nome, que carrega sua essência: HU Brasil. A estatal é responsável pela administração de 45 hospitais universitários federais em 25 unidades da federação, apoiando e impulsionando suas atividades de assistência, pesquisa e inovação por meio de uma gestão de excelência.