Carol Fleury destaca os desafios do Entorno e do DF em entrevista ao EG News
"Não se pode pensar nos 13 municípios limítrofes e seus 1,5 milhão de habitantes como algo isolado do DF. A capital não pode fingir que o Entorno não existe e vice-versa; é necessário governar "de mãos dadas", comentou Carol Fleury.
A ex-secretária do Entorno de Goiás abordou temas críticos como segurança, crise no transporte, saúde pública e a necessária integração entre o estado goiano e a capital federal.

Em recente participação no Podcast "Lado a Lado Polícia e Comunidade" na TV EG NEWS, o apresentador e Delegado Dr. Laércio entrevistou Carol Fleury, ex-secretária do Entorno do Distrito Federal e especialista em políticas públicas. Com um forte histórico na gestão pública, Carol detalhou sua experiência trabalhando com o Governo de Goiás e trouxe apontamentos urgentes sobre a situação política e estrutural de Brasília e sua região metropolitana.
Veja os principais destaques da conversa:

A Integração Indispensável entre DF e Entorno, foi a meta de Carol Fleury, ao assumir a secretaria do Entorno, criada pelo governador Ronaldo Caiado, Carol compreendeu que não se pode pensar nos 13 municípios limítrofes e seus 1,5 milhão de habitantes como algo isolado do DF. Segundo ela, a capital não pode fingir que o Entorno não existe e vice-versa; é necessário governar "de mãos dadas".
Os Avanços da Gestão Caiado em Goiás foram motivos da pré-candidata tecer grandes elogios à transformação promovida por Ronaldo Caiado em Goiás, contrastando a situação do estado com o cenário do Distrito Federal:
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Segurança Pública: Carol destacou que a segurança é o pilar para o desenvolvimento. Ela elogiou a postura de Caiado ao assumir a liderança de suas polícias, investir em tecnologia e motivar a tropa. Em contrapartida, avaliou que o DF passa por um "marasmo" e falta de pulso na gestão da segurança local.
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Saúde na Ponta: Um grande acerto de Goiás foi a descentralização do atendimento, com a criação de hospitais em Águas Lindas, Formosa e Luziânia, ajudando a desafogar o sistema de saúde do DF, que historicamente arcava com toda essa demanda.
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Educação Premiada: Ela ressaltou os excelentes números do estado no IDEB e a política de bonificação, que chega a premiar com R$ 5.000 alunos de destaque e até R$ 10.000 os professores com turmas nota máxima.
O Caos na Mobilidade Urbana também foi pauta, onde o transporte tomou grande parte do debate, afinal, mais de 500 mil pessoas saem do Entorno diariamente para trabalhar no DF.
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Omissão da ANTT: Fleury relatou que o transporte na região é de jurisdição interestadual, comandado pela ANTT, a qual ela acusa de ser totalmente "deslocada da realidade" por autorizar aumentos drásticos de tarifas sem exigir qualidade no serviço.
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Falta de Parceria do GDF: Sua equipe chegou a planejar um consórcio entre os governos goiano e distrital para subsidiar as passagens e desafogar o bolso do trabalhador. Contudo, ela denunciou que faltou vontade e assinatura por parte do Governo do Distrito Federal para tirar a solução do papel.
Outro tema bastante discutido foi o combate à violência contra a mulher, a ex-secretária enfatizou que a punição não basta; é preciso atuar na prevenção. Seu plano de ação envolveria:
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Educação e desconstrução do machismo já na criação e escolarização das crianças.
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Fomento ao empreendedorismo feminino para gerar independência financeira a mulheres presas ao ciclo de violência por dependência econômica.
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Criação de mais creches, inclusive debatendo parcerias e isenção tributária para empresas privadas que instalem esses centros, garantindo um local seguro para os filhos de mães que precisam trabalhar.
Em um dos momentos mais enfáticos da entrevista, a crise ética e o colapso da saúde do DF, não poderia faltar, ambos criticaram duramente as repercussões do rombo do "BRB Master" no governo de Ibaneis Rocha e Celina Leão.
Carol condenou o suposto acordo do GDF de ficar 10 anos sem promover reajustes salariais ou realizar novos concursos públicos como medida para cobrir a crise financeira. Para a gestora, a saúde pública distrital, que hoje já carece de pediatras, clínicos e ginecologistas, "vai morrer de vez" caso o servidor continue sofrendo com a falta de valorização e o congelamento de contratações.
Como pré-candidata a deputada federal, Carol Fleury acredita na política como meio de transformação social. A gestora ressaltou que falta representatividade feminina na Câmara (atualmente abaixo de 10%) e comprometeu-se a utilizar sua experiência executiva para fortalecer as comissões temáticas do Legislativo, dialogar com agentes de saúde e usar recursos e emendas com instituições sérias do terceiro setor.
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